Debate no Espaço Democrático: O agronegócio é o negócio do Brasil?

Participarão do evento o ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho (foto); a advogada especializada em Direito Ambiental Samanta Pineda; e o consultor José Carlos Pedreira de Freitas, especialista em estruturação empresarial nos agronegócios.


20 de maio de 2014

Setor mais competitivo da economia brasileira, o agronegócio continua sendo o principal sustentáculo do comércio exterior do País, mas ainda enfrenta muitas críticas e tem grandes desafios pela frente. Eles serão o tema do debate que o Espaço Democrático – fundação do PSD para estudos e formação política – realiza na segunda-feira (26) às 19 horas, com transmissão ao vivo pela internet (no site www.psd.org.br).

Este será o 15º encontro promovido pela fundação – sempre com a participação de internautas de todo o País, filiados ou não ao partido – com o objetivo de discutir as grandes questões que afetam o desenvolvimento brasileiro.  O ciclo de debates, intitulado “Desatando os nós que atrasam o Brasil”, vem sendo realizado desde a criação do PSD, no final de 2011.

O objetivo desses encontros, segundo o presidente do Espaço Democrático, Guilherme Afif, é discutir e buscar soluções para os grandes problemas que afetam o desenvolvimento econômico e social brasileiro. “A partir dessas discussões surgem ideias e propostas que podem ser encampadas pelo partido e defendidas nas diversas instâncias em que atuamos”, diz ele.

Por sua importância econômica, o agronegócio ganhou os holofotes neste ano eleitoral e vêm tendo destaque temas como a questão fundiária (demarcação de reservas indígenas ou áreas quilombolas), a legislação trabalhista aplicada ao campo e a implantação do Cadastro Ambiental Rural, peça-chave do novo Código Florestal.

Cesário Ramalho, o ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira

No debate de segunda-feira, os participantes serão o ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira e coordenador do Conselho de Desenvolvimento Rural do Espaço Democrático Cesário Ramalho; a advogada especializada em Direito Ambiental Samanta Pineda; e o consultor José Carlos Pedreira de Freitas, especialista em estruturação empresarial nos agronegócios e dedicado há longos anos às questões que envolvem os pequenos produtores e a agricultura familiar.

José Carlos Pedreira de Freitas, especialista em estruturação empresarial nos agronegócios.

Um dos temas a serem analisados no debate serão os problemas enfrentados pelos produtores de etanol. Segundo Cesário Ramalho, o segmento da cana-de-açúcar emprega, diretamente, 2,5 milhões de trabalhadores, reúne cerca de 400 usinas, 80 mil fornecedores e quatro mil indústrias de base, distribuídos em mais de 600 municípios, que produzem acima de cinco mil hectares de cana por ano. Contudo, afirma, “a política de subsídio à gasolina, entre outros malefícios, tirou consumidores do etanol, provocando uma desorganização acentuada de todo o segmento sucroenergético”.

Nas duas últimas safras, explicou, cerca de 44 usinas deixaram de moer cana, e se nada mudar, projeções dão conta que este número aumentará para 54 na próxima temporada. No período, 100 mil empregos foram extintos.

Samanta Pineda, advogada especializada em Direito Ambiental.

Cesário Ramalho explica que “o setor sucroenergético não reivindica royalties, subsídios ou suporte oficial de prejuízos. O segmento quer única e exclusivamente um ambiente regulatório qualificado, com objetivos claros, segurança jurídica, mercado livre, criando assim um cenário com mais previsibilidade para tomada de decisão do setor privado e de investidores, hoje refratários”.

Por sua vez, a advogada Samanta Pineda contribuirá no debate com sua grande experiência na área ambiental. Consultora jurídica da Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso Nacional, ela teve participação intensa na elaboração do novo Código Florestal.

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