“Franca é muito importante para o PSD”, diz Kassab.

Em entrevista ao Diario da Franca, presidente nacional do partido, que esteve na cidade neste último final de semana, falou sobre eleições e candidaturas.


17 de fevereiro de 2014

Figura política de expressão nacional, o ex-prefeito de São Paulo – terceira maior cidade do mundo – e atualmente presidente nacional do PSD, legenda nova, mas já relevante, esteve em Franca na última sexta-feira.

Conheceu o diretório municipal do partido que ele mesmo fundou, em companhia do deputado federal pelo PSD, Guilherme Campos, e do presidente local da legenda, o ex-prefeito João Rocha. Durante a noite, participou de um evento no Comam (Consórcio de Municípios da Alta Mogiana).

Kassab afirmou ainda que Franca é uma das cidades consideradas estratégicas em sua próxima – e dura – jornada política: a disputa do governo de São Paulo. Uma das armas que vai usar é o desgaste do PSDB no comando do principal e mais rico Estado brasileiro.

“Eles estão há décadas no poder e têm muitas respostas que ainda não deram para a população”, afirmou Kassab, que garantiu, também, que entrará na briga pela Prefeitura de Franca: “João Rocha será o nosso candidato”, garantiu.

Diário da Franca – Qual a situação, hoje, do PSD?
Gilberto Kassab – O PSD é um partido jovem, mas já nasceu grande. Nas eleições de 2012, não participamos ainda de forma plena, porque conquistamos o registro do partido apenas três dias antes do prazo final de filiação. Apesar disso, conseguimos mais de 500 prefeitos e cinco mil vereadores. Agora, disputaremos as eleições para deputado estadual e federal. Para presidente, ainda não temos estrutura para lançar uma candidatura. No plano estadual, também é grande, mas não tão grande como na última. Mas temos planos para eleger dois ou três governadores e até sete senadores. Em São Paulo teremos candidatura a governador, provavelmente será lançado o meu nome.

Diário – E onde entra Franca neste contexto?
Kassab – É uma cidade importante, um pólo regional. Viemos discutir a posição de nosso partido nessa região e participar de um encontro de prefeitos que integram o Comam. Não é um encontro político, mas queria ouvir todos em relação aos desafios para os próximos quatro anos. Ouvindo a todos, não há riscos de assumirmos compromissos errados.

Diário – E a estrutura do PSD permitirá que sejam lançados candidatos a deputado estadual e federal ainda este ano?
Kassab – Estamos adotando a diretriz de nos esforçar para ter essas duas candidaturas. Em Franca, para federal, temos a opção do candidato à reeleição do deputado Guilherme Campos, que tem serviços prestados nessa região, e para estadual nos esforçaremos para que o João Rocha seja o nosso candidato.

Diário – E mais adiante, em 2016, o PSD entrará na briga para conquistar a Prefeitura de Franca?
Kassab – É possível e desejável que o partido tenha candidatura própria. Isso aconteceu em São Paulo, em minha última eleição. Enfrentamos uma candidatura do PSDB, com Geraldo Alckmin, e do PT, com a Marta Suplicy. E vencemos as eleições. Portanto, por que não se repetiria isso em Franca, com o João Rocha. Com certeza, teríamos muitas chances de ganhar.

Diário – O PSD foi o primeiro partido a assumir que apoiará a presidente Dilma Rousseff em sua tentativa de eleição. No encontro com Dilma, no último dia cinco, em Brasília, o senhor reivindicou cargos, espaço no governo?
Kassab – Não. O PSD tem o compromisso de respeitar a maioria e, com muita vantagem, surgiu a opção do apoio, independente de participação no governo. Isso é irreversível e público. Mas, caso a presidenta queira contar com algum quadro do partido, não tem porque não aceitar. Aplaudiremos o convite partidário, mas não faremos pedidos.

Diário – E como está a aceitação no diretório do PSD em Franca?
Kassab – Muito grande. Estamos na fase de filiar formadores de opinião, não estamos buscando somente a filiação, até porque não estamos em campanha de prefeito ou vereador. Estão sendo articulados grupos de trabalho e já estão chegando as manifestações até em relação à minha pré-candidatura ao governo do Estado.

Diário – Mudando um pouco o foco, o Brasil está preparado para sediar a Copa do Mundo, com atrasos nas obras de estádios e tantas manifestações de rua?
Kassab – Não há uma pessoa pública que não se preocupe. É uma responsabilidade muito grande. Mas o Brasil tem a tradição de ser um país que honra os seus compromissos e tenho certeza que será feita uma ótima festa.

Diário – Como o senhor avalia hoje a atuação de Geraldo Alckmin no governo de São Paulo?
Kassab – O governo passa por duas dificuldades que não teve nas últimas eleições. Primeiro é a fadiga de material. Afinal, são 20 anos de governo. Depois, as respostas que não foram dadas, demandas que não foram atendidas. Isso distancia o eleitor do atual governo. O cidadão passa a pensar: puxa, se não me atendeu em 20 anos, não é agora que vai me atender. E se tiver uma opção, ele passa a pensar nessa opção.

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