ELEIÇÕES

O impacto do fim das coligações

Em artigo para O Globo, cientista político Humberto Dantas escreve que o agente do pleito proporcional agora é o partido, não o candidato


24 de novembro de 2020

 

 

O cientista político Humberto Dantas

 

O fim das alianças proporcionais em 2020, ao que tudo indica, serve como ensaio das legendas às suas estratégias em 2022, quando, associado à cláusula de desempenho, poderá trazer o desejado impacto de arrefecer o pluripartidarismo no Brasil. A análise é do cientista político Humberto Dantas, gerente de educação do CLP – Liderança Pública em artigo publicado nesta terça-feira (24), no jornal O Globo (leia a íntegra aqui).

“Pense num fenômeno considerado danoso que caracteriza 92% de um universo. Esse é o percentual total de vereadores que foram eleitos por coligações proporcionais nas eleições municipais de 2012 e 2016. Essa é a dimensão do uso desse instrumento como estratégia política pelas legendas”, define em seu artigo.

Segundo ele, este tipo de união – as coligações nas eleições proporcionais – entre partidos era capaz de distorcer o desejo do eleitor. “A aliança formal nessas disputas nem aparecia no horário eleitoral gratuito, pois os partidos faziam propaganda separados. Só servia para respeitar a lógica da suplência”, escreve. Com o fim das coligações nas eleições proporcionais, Dantas considera que o sistema se tornou mais simples”. Avalia, também, que o fim das alianças com o a cláusula de barreira, que já vigorou nesta eleição, parece bom caminho, “pois desoxigenará o subsídio público aos pequenos partidos”.

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