Represa Billings passa a ser alternativa para reduzir impactos da crise hídrica

Pelo décimo dia consecutivo, o nível do Cantareira, principal sistema de abastecimento da região metropolitana de São Paulo, baixou e opera com 5,5% de sua capacidade


21 de janeiro de 2015

O governo do Estado de São Paulo divulgou que a represa Billings poderá ser uma alternativa para reduzir os impactos da maior crise de abastecimento que atinge a Grande São Paulo, segundo informações publicadas pelo portal da Folha de S.Paulo nesta quarta-feira (21).

A represa, de 1,2 bilhão de litros de água, poderá ajudar os Sistemas Guarapiranga e Alto Tietê, que têm tido seus níveis diminuídos drasticamente, desde que passaram a socorrer o Sistema Cantareira. Hoje, os dois sistemas registraram quedas.

O governo, no entanto, não deu detalhes de como essa captação será feita e de como a água será distribuída na Grande São Paulo.

A Billings, que tem cerca de 10 vezes o estoque do que tem hoje o Cantareira, tem problemas de qualidade da água, que está poluída. Outro desafio é ode levar essa água para as residências. Segundo o governo do Estado, é um problema de engenharia complexo.

Nesta quarta, pelo décimo dia consecutivo, o nível do Cantareira, principal sistema de abastecimento da região metropolitana de São Paulo, baixou e opera com 5,5% de sua capacidade.

De acordo com o boletim divulgado pela Sabesp, o nível do reservatório baixou 0,1 ponto percentual em relação ao índice do dia anterior. A série de quedas começou no dia 11 de janeiro quando o sistema operava com 6,6% de sua capacidade.

OUTROS SISTEMAS

Outro sistema que também ampliou seu ritmo de queda foi o Alto Tietê que atinge 10% de sua capacidade após baixar 0,2 ponto percentual em relação ao índice de terça. O sistema cai consecutivamente desde o dia 13 de janeiro, quando o manancial registrou 11,3% de sua capacidade.

O sistema abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo. No dia 14 de dezembro, o Alto Tietê passou a contar com a adição do volume morto, que gerou um volume adicional de 39,5 milhões de metros cúbicos de água da represa Ponte Nova, em Salesópolis (a 97 km de São Paulo).

A represa de Guarapiranga também voltou a sofrer com a escassez de chuva. O sistema, que fornece água para 4,9 milhões de pessoas nas zonas sul e sudeste da capital paulista, opera com 38,2% de sua capacidade após baixar 0,3 ponto percentual em relação ao dia anterior.

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