A vice-prefeita de Rio Grande da Serra (SP), Marilza Aparecida de Oliveira (foto), que acaba de se filiar ao PSD, diz que a mulher ainda é coadjuvante. Para a, “a mulher precisa participar da vida política do País”.
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Marilza: “Não é apenas política partidária, e sim política pública, trabalhar pela melhoria das condições das pessoas que moram no seu entorno”.

 

A professora de história Marilza Aparecida de Oliveira entrou na política estimulada pelo marido, na época vereador do município de Rio Grande da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo. Ao participar das reuniões na companhia dele, pegou gosto pela coisa. “Percebi que a política não é aquilo que as pessoas falavam. Não é apenas política partidária, e sim política pública, trabalhar pela melhoria das condições das pessoas que moram no seu entorno”, conta ela. Sem nunca ter participado da vida pública – apenas como professora da rede estadual – ela decidiu candidatar-se à câmara Municipal em 2008. Os resultados foram animadores: foi a terceira mais votada da cidade. E a única mulher naquela legislatura. Seu trabalho como vereadora foi tão destacado que ela acabou sendo convidada a disputar a vice-prefeitura da cidade. Outro sucesso.

“Na política, as mulheres ainda permanecem como coadjuvantes. A sociedade ainda tem um cunho machista. Mas elas têm mesmo que ir às ruas, participar, se candidatar, serem eleitas. Porque a gente participa de toda a vida do País em todas as esferas. Mas nosso protagonismo ainda fica guardadinho”, explica ela, que acaba de ingressar no PSD. E como estimulá-las? Por meio da informação, diz Marilza. “Muitas mulheres ainda acham que política é coisa pra homem. Elas precisam conhecer o que é ser político, como funciona, o que fazem os prefeitos, os vereadores, os deputados, que caminhos podem ser percorridos, como podemos atingir nossos objetivos”.

Nesta entrevista TV PSD Marilza conta um pouco da sua experiência como mulher em um universo de predominância masculina. Assista.