Coordenado pelo secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, projeto vai ajudar na identificação de desmatamentos e ocupações irregulares, além de auxiliar na prevenção a deslizamentos

O secretário Marcelo Branco: sistema identifica construção de novas edificações, a supressão da vegetação e a abertura de vias.

 

Redação Scriptum com Governo de São Paulo

 

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado de São Paulo, Marcelo Branco, uma das lideranças do PSD paulista, lançou nesta quinta-feira (14) um sistema de monitoramento que permite a detecção de ocupações e desmatamentos por meio de imagens captadas por satélites. O projeto foi lançado durante o evento do programa São Paulo Sempre Alerta, no Palácio dos Bandeirantes, que contou com a participação do governador Tarcísio de Freitas. Viabilizado pelo Instituto Geográfico e Cartográfico do Estado de São Paulo (IGC), órgão vinculado à secretaria, o sistema possibilita, por sobreposição e comparação de imagens, um monitoramento do uso e da ocupação dos territórios, ao identificar a construção de novas edificações, a supressão da vegetação e a abertura de vias.

De acordo com Marcelo Branco, a ferramenta, lançada em parceria com a Defesa Civil e a Polícia Federal, também vai garantir que o poder público antecipe ações e evite transtornos provocados por novos eventos climáticos extremos. “Essa nossa grande parceria surgiu de um incidente que houve em São Sebastião, na Vila Sahy, para que nós pudéssemos não somente resolver os problemas causados no local, mas preparar o Estado de São Paulo para que novas ocorrências não aconteçam”, explicou o secretário.

Inicialmente, o sistema vai cobrir uma área de 12.544,24 quilômetros quadros, que abrange os municípios do Litoral Norte e das regiões metropolitanas da Baixada Santista e de São Paulo. Para cobrir essa extensão, a secretaria aderiu ao programa Brasil Mais, da Polícia Federal, que já monitorava parte do território. Além disso, foi contratado serviço de satélites, com investimento de R$ 1,7 milhão. O governo estadual pretende levar o projeto para outras regiões paulistas.