Liderança do PSD obteve 57,94% dos votos válidos em eleição suplementar realizada no município

Gildemir de Souza recebeu 2.306 votos, o equivalente a 57,94% dos votos válidos

 

 
Edição Scriptum com G1

 

Em Guatapará, município da Região Metropolitana de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Gildemir de Souza (PSD) foi eleito prefeito em eleição suplementar realizada neste domingo (3). De acordo com boletim divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele recebeu 2.306 votos, o equivalente a 57,94% dos votos válidos. Nascido em Guatapará, o prefeito eleito tem 58 anos, é divorciado, funcionário público aposentado e já exerceu os cargos de vereador e vice-prefeito. José Galoni (União) é o vice-prefeito na chapa vencedora, que vai administrar a cidade até o fim de 2028.

Gildemir derrotou Chicão (Republicanos), que recebeu 961 votos, o equivalente a 24,15% dos votos válidos, e Ângelo Igino (MDB), que obteve 713 votos (17,91%).

A decisão de realizar uma eleição suplementar foi anunciada pelo TSE após o indeferimento do candidato mais votado nas eleições de outubro de 2024, Ailton Aparecido da Silva (MDB), por inelegibilidade reflexa, ou seja, a restrição imposta aos parentes de ocupantes de cargos do Executivo. Segundo a Justiça Eleitoral, para que um familiar se candidate, o titular deve se afastar do cargo, no mínimo, seis meses antes da votação. Entretanto, o pai de Ailton, o ex-prefeito Juracy Costa da Silva (PL), ocupou o cargo por dois mandatos consecutivos e morreu apenas quatro meses antes do pleito.

Para o TSE, o curto período entre o falecimento do ex-prefeito e a eleição seguinte configurou uma tentativa de um terceiro mandato consecutivo dentro do mesmo núcleo familiar. A prática é vedada pelo parágrafo 7º do artigo 14 da Constituição Federal, que busca garantir a alternância no poder e impedir a perpetuação de grupos familiares no Executivo.