ELEIÇÕES 2020

Gil defende os direitos dos motoboys de São Paulo

Pré-candidato a vereador pelo PSD, sindicalista quer fortalecer a luta da categoria por melhores condições de trabalho na capital paulista


01 de junho de 2020

Para Gil, empresas do setor “precisam observar os parâmetros da lei antes de injetarem no mercado milhares de trabalhadores.”

 

Defender os direitos dos 280 mil motoboys que atuam na cidade de São Paulo, constantemente prejudicados por condições precárias de trabalho, longas jornadas e baixas remunerações. Essa é a principal motivação do sindicalista e pré-candidato a vereador pelo PSD Gilberto Almeida dos Santos, o Gil.

Presidente do Sindicato dos Motoboys de São Paulo e Região (SindimotoSP) há cerca de dez anos, Gil disputará pela primeira vez um cargo público em 2020. “É uma categoria gigantesca, que precisa de mais regulamentação, precisa de alguém na Câmara que faça a interlocução com o Executivo”, destaca o pré-candidato, que trabalha no setor há duas décadas e também preside a Federação Brasileira dos Motociclistas Profissionais (Febramoto).

Uma das principais preocupações da categoria é a crescente falta de segurança no trabalho. Em março, foram registradas 39 mortes de motociclistas em acidentes de trânsito na capital paulista, número que representa um aumento de 85,7% em relação ao mesmo período de 2019. Os dados são do Infosiga SP (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo).

“A média anual é de 500 mortes, fora as milhares de internações graves. A gente atribui isso a alguns fatores, como a entrada de muitos trabalhadores novos, sem experiência, contratados a toque de caixa pelas empresas de aplicativo. Para você exercer a atividade de motofrete, tem de ser maior de 21 anos e fazer um curso de 30 horas que vai constar na CNH (Carteira Nacional de Habilitação). A moto tem que estar na categoria aluguel e ter os requisitos de segurança, como determina a Lei Federal 12.009”, afirma Gil.

Ainda segundo o pré-candidato, as grandes empresas do setor “precisam observar os parâmetros da lei que regulamenta a atividade, antes de injetarem no mercado milhares de trabalhadores.”

Conquistas

Desde que assumiu a presidência das entidades sindicais, o pré-candidato obteve diversas conquistas para os motoboys, que atuavam de maneira ainda mais precária na década passada. Na época, não podiam contar com benefícios como seguro de vida, piso salarial e cesta básica.

“Trabalhamos junto com o Governo Federal na criação da Lei 12.009 e conseguimos que saísse do papel a Lei 12.997, que garante o adicional de periculosidade de 30%”, lembra Gil. O sindicalista também se destacou na mobilização para que o Congresso Nacional regulamentasse os corredores de circulação de motos e na defesa da expansão das faixas de espera nos semáforos.

No âmbito municipal, Gil ressaltou a importância das políticas voltadas à segurança dos motociclistas que foram implementadas no período em que o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, esteve à frente da Prefeitura de São Paulo. “Kassab regulamentou a Lei 14.491/07, adequando o município à Lei Federal 12.009. Ele criou o Cepam (Centro Educacional Paulistano de Motociclistas), que foi extinto pelo Fernando Haddad. Criou motofaixas e abriu o diálogo da Secretaria Municipal de Trânsito e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) com a categoria em prol de ações voltadas à diminuição dos acidentes de motos.”

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